Das cores do mundo

No escuro tudo é complicado, quando a noite chega o coração aperta ainda mais. Alonga-se a distância. Aquele interruptor nunca vai estar no mesmo lugar do primeiro toque na parede, e tatear às vezes parece tão inútil quando não se sabe para onde seguir. Guardar velas na gaveta mais próxima é sim forma de prevenir, apesar de que nem toda a iluminação do mundo possa substituir a penumbra aqui dentro. E assim acaba-se a história: A questão nunca foi a luz ambiente. Quando a dor aparece, o mundo é de uma só cor. Falo disso porque lembro-me bem daquele pôr de sol perfeito que parecia tão triste. Porque, na verdade, não era ele que estava. Mas passa, agora a gente sabe que tudo passa - sem que exista o eterno enquanto dure, pois então, não haveria duração. Das coisas ruins só se tira as lições, o resto é pra esquecer: pegar a pá e enterrar.
Ainda assim, o pôr do sol fica.
Talvez mais brilhante, mais bonito, mais perfeito. Basta aguardar a próxima vez, com um sentimento mais sorridente de preferência. Quando se está feliz o mundo também é só de uma cor, daquela que se quer enxergar.

Puff

Espera. O tempo passa, pode ter certeza. As coisas chegam, cedo ou tarde, mas nunca é tarde o suficiente para não poderem mais chegar.
Paciência. A gente aprende a ter, pode até ser. Talvez seja. O negócio é entender que se desesperar não vai levar as coisas a acontecerem.
Conseguir chegar em algum lugar exige um ponto de partida e um destino mas, é no percurso que nos provamos capazes. E pra ser só um pouquinho pessimista: a reta final é a parte mais agonizante. De sentir tão próximo a ponto de dizer que já é seu: um préludio para quando for de verdade.
A pergunta, sempre a mesma: Posso gritar agora? "Ai, meu Deus, está tão perto!!! Falta tão pouco!". Força de expressão.
E puff, de repente é a hora...
seja do primeiro amor,
ou das primeiras sapatilhas de ponta.
Só para tudo parecer bem simples.

Tô com sono

Lógico que não é a melhor foto de um urso esparramado, mas esse, eu vi AO VIVO.